segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Ame o Negligenciado
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Um Quadro de Paciência
Mas esta noite, Elie Wiesel é um desconhecido de 26 anos correspondente de um jornal. Ele está prestes a entrevistar o autor francês François Mauriac, que é um cristão devoto. Mauriac é o mais recente poeta laureado vencedor do Prêmio Nobel de literatura e um especialista na vida política francesa.
Wiesel aparece no apartamento de Mauriac, nervoso e fumando sem parar – suas emoções ainda estavam em frangalhos pelo horror alemão, e seu conforto como escritor ainda estava cru. O Mauriac mais velho tenta deixá-lo à vontade. Ele convida Wiesel para entrar, e os dois sentam-se na sala pequena. Antes que Wiesel consiga fazer uma pergunta, entretanto, Mauriac, um firme católico romano, começa a falar sobre seu assunto preferido: Jesus. Cresce a inquietação de Wiesel. O nome de Jesus é um dedão pressionado em suas feridas infeccionadas.
Wiesel tenta desviar a conversa mas não consegue. É como se tudo na criação levasse de volta a Jesus. Jerusalém? Jerusalém é o lugar onde Jesus ministrou. O Velho Testamento? Por causa de Jesus, o Velho é agora enriquecido pelo Novo. Mauriac converte todos os assuntos para o Messias. A raiva em Wiesel começa a esquentar. O antissemitismo cristão com o qual ele cresceu, as camadas de dor de Sighet, Auschwitz e Buchenwald – tudo isso ferve. Ele guarda sua caneta, fecha seu notebook e levanta-se zangadamente.
“Senhor”, ele disse para Mauriac que estava sentado e imóvel, “você fala de Cristo. Os cristãos adoram falar dele. A paixão de Cristo, a dor de Cristo, a morte de Cristo. Em sua religião, isso é tudo sobre o que vocês falam. Bem, eu quero que você saiba que há dez anos atrás, não muito longe daqui, eu conheci crianças judias que sofreram mil vezes mais, seis milhões de vezes mais do que Cristo na cruz. E nós não falamos sobre elas. Você consegue entender, senhor? Nós não falamos sobre elas”. (David Aikman, Great Souls: Six Who Changed the Century, Nashville: Word Publishing, 1998, p. 341-342).
Mauriac está pasmo. Wiesel se vira e marcha para fora da porta. Mauriac senta em choque, o seu cobertor de lã ainda ao redor dele. O jovem repórter está apertando o botão do elevador quando Mauriac aparece no hall. Ele suavemente estica a mão para o braço de Wiesel. “Volte”, ele suplica. Wiesel concorda, e os dois sentam-se no sofá. Nessa hora, Mauriac começa a chorar. Ele olha para Wiesel mas não diz nada. Somente lágrimas.
Wiesel começa a desculpar-se. Mauriac não terá nada disso. Em vez disso, ele incita seu jovem amigo a falar. Ele quer ouvir sobre isso – os campos, os trens, as mortes. Ele pergunta a Wiesel por que ele não colocou isto no papel. Wiesel conta a ele que a dor é muito intensa. Ele fez um voto de silêncio. O homem mais velho diz a ele para quebrá-lo e falar.
A noite mudou os dois. O drama tornou-se o solo de uma amizade perpétua. Eles se escreviam até a morte de Mauriac em 1970. “Eu devo minha carreira a François Mauriac”, Wiesel disse... e foi a Mauriac que Wiesel enviou o primeiro manuscrito de Noite.
E se Mauriac tivesse deixado a porta fechada? Alguém o culparia? Cortado pelas palavras afiadas de Wiesel, ele poderia ter ficado impaciente com o jovem bravo e ter ficado contente por ter se livrado dele. Mas ele não poderia e não ficou. Ele reagiu decisivamente, rapidamente e amavelmente. Ele foi “devagar em ferver”. E, por causa disso, um coração começou a curar.
Posso incitá-lo a fazer o mesmo?
“O Senhor é paciente com vocês” (2 Pedro 3:9). E se Deus está sendo paciente com você, você não pode passar alguma paciência a outros? Claro que pode. Porque antes do amor vem outra coisa:
O amor é paciente.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
JULGAMENTO É TRABALHO DE DEUS
"Espera pelo Senhor, e ele te livrará" (Provérbios 20.22)
Alguns de você estão na sala do tribunal. O tribunal de queixas.
Alguns de vocês estão reapresentando a mesma ferida a cada chance que têm de alguém os escutar.
Para você, tenho esta pergunta: Quem fez de você Deus?
Não quero ser arrogante, mas por que você está fazendo o trabalho dEle?
"Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor" (Hebreus 10.30).
Julgamento é trabalho de Deus.
Supor o contrário é supor que Deus não pode fazê-lo.
A vingança é irreverente.
Perdoar alguém é mostrar reverência.
Perdoar não é deixar que alguém que o prejudicou esteja certo. Perdoar é declarar que Deus é fiel e fará o que é certo.
Pense nisso,
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Simples como pão com manteiga...
Conta a história que um casal tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata.
A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo.
Ela pensou: "Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida".
Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe
disse: "Muito obrigado por este presente, meu amor... Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!"
Moral da história:
1. Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe...
2. Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro, mas o outro pode estar esperando outra coisa de você...
3. Deixe-o falar, peça-o para falar e quando não entender, não traduza sozinho. Peça que ele se explique melhor.
PS: Tão simples como um pão com manteiga!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
A Colheita é obrigatória
Há muito tempo atrás, uma menina chamada Maria se casou e foi viver com o marido e a sogra.
Depois de alguns dias, passou a não se entender com a sogra. As personalidades delas eram muito diferentes e Maria foi se irritando com as críticas que freqüentemente sofria. Meses se passaram e Maria e sua sogra cada vez discutiam e brigavam mais...
De acordo com antiga tradição chinesa, a nora tinha que se curvar à sogra e obedecê-la em tudo. Maria já não suportando mais, decidiu tomar uma atitude e foi visitar um amigo de seu pai, que a ouviu e, depois, com um pacote de ervas lhe disse:
- Vou lhe dar várias ervas que irão lentamente envenenar sua sogra. Você não poderá usá-las de uma só vez para se libertar dela, porque isso causaria desconfianças. A cada dois dias, ponha um pouco destas ervas na comida dela.
Agora, para ter certeza de que ninguém suspeitará de você quando ela morrer, você deve ter muito cuidado e agir de forma muito amigável.
Maria respondeu:
- Sim, Sr. Huang, eu farei tudo o que o senhor me pedir.
Maria ficou muito contente, agradeceu ao Sr. Huang e voltou apressada para casa para começar o projeto de assassinar a sua sogra.
Semanas se passaram e a cada dois dias, Maria servia a comida "especialmente tratada" à sua sogra. Ela sempre lembrava do que o Sr. Huang tinha recomendado sobre evitar suspeitas e assim controlou o seu temperamento, obedecendo a sogra e a tratando como se fosse sua própria mãe.
Depois de seis meses a casa inteira estava com outro astral. Maria tinha controlado o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Nesses meses não tinha tido nenhuma discussão com a sogra, que agora parecia mais amável e mais fácil de lidar. As atitudes da sogra também mudaram e elas passaram a se tratar como mãe e filha.
Um dia Maria foi novamente procurar o Sr. Huang para pedir-lhe ajuda e
disse:
- Querido Sr. Huang, por favor, ajude-me a evitar que o veneno mate minha sogra! Ela se transformou numa mulher agradável e eu a amo como se fosse minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei.
Sr. Huang sorriu e acenou com a cabeça:
- Maria, não precisa se preocupar. As ervas que eu dei eram vitaminas para melhorar a saúde dela. O veneno estava na sua mente e na sua atitude, mas foi jogado fora e substituído pelo amor que você passou a dar a ela.
Na maioria das vezes, recebemos das outras pessoas o que damos a elas... por isso, não se esqueça
O plantio é opcional...
A colheita é obrigatória...
Cuidado com o que planta!!!
UM PORCENTO
Havia um homem apaixonado por um rio...Gastava longas horas vendo suas águas a passar, carregando em seu dorso suave, folhas e histórias das cidades acima e isto lhe dava felicidade...
Sua grande alegria era quando chegava a tarde, depois do trabalho.
Ele ia correndo para o rio, pulava uma cerca e ficava lá em uma prainha, com os pés mexendo nas areias grossas, bem embaixo de um velho ingá...
Falava muito, confidenciava segredos, dava gargalhadas, nunca ia embora, enquanto houvesse luz... e por muitas vezes só se deu conta que era noite quando a lua ladrilhava de prata as águas do rio...
Ficava lá, remoendo lembranças, indo para o futuro em sonhos... Seus olhos eram rio. O rio passeava com suas águas amigas em seus olhos, como em nenhum outro. Ambos pareciam ter nascido para ser daquele jeito, nunca sem o outro, a unidade de almas...
Dizia o homem:- amor pra toda vida... Consentia o rio...
Porém, um dia, o céu escureceu!
Nuvens cobriram a terra, a chuva desabou sobre o mundo. A cabeceira do rio foi enchendo e logo tudo virou correnteza.
Árvores foram arrancadas. folhas deram lugar aos galhos pesados, estes arranhavam tudo o que encontravam, as barrancas desmaiavam e sumiam devoradas pela fúria das águas. O rio cresceu, ultrapassou as margens, derrubou cercas, foi crescendo até chegar na casa do homem...
Avançou o jardim... margaridas e rosas desapareceram...
Quando veio o sol, veio também a desolação. Tinha que recomeçar e como é difícil recomeçar!
Fez o que pode, sem olhar em direção ao rio. Seu peito era uma amargura só. Sua cabeça não ficava em silêncio. Só pensava no que iria dizer.
Então falou:
- Por quê? Por quê fez isto? Eu confiava em você, tinha certeza que isto não iria acontecer...não conosco...
Havia muito amor entre nós... Amor que não merecia acabar assim.
Não é só a lama que está no jardim, é a confiança que nunca mais será confiança, o amor que nunca mais será amor, e o adeus que será para sempre adeus...
Foi inútil o rio tentar explicar.
Nunca mais se encontraram. Nunca mais a lua cantou naquele lugar... e as águas daquele rio, como o coração daquele homem, nunca mais foram os mesmos....
O homem mudou-se para muito longe e o rio, quando passava por lá, tentava não olhar... mas sonhava, bem dentro, em suas águas mais profundas, um dia ver alí, debaixo do ingá, quem nunca deveria ter ido embora.
Temos tendência a esquecer fácil os bons momentos e damos uma eternidade para as lembranças negativas... Esquecemos as conversas onde só o coração fala e perdemos tardes lindas de amor... abraços apertados, aconchego...por não querer relevar. Não querer lutar um pouco mais.
Às vezes temos 100% e por causa de 1% perdemos 99%...sempre ficamos presos a este 1%.
Guardamos sempre a imagem da casa destruída e negamos dar vida ao rio iluminado.
Olho por olho...?
"Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? Não fazem os gentios também o mesmo?" (Mateus 5:44, 46, 47)
Perguntaram ao General Robert Lee o que ele achava de um outro general do Exército Confederado que havia feito considerações depreciativas sobre ele. Lee o avaliou como sendo um oficial de grandes qualidades. A pessoa que fez a pergunta parecia perplexa. "General", ele disse, "eu suponho que o senhor não sabe o que ele tem falado a seu respeito".
"Eu sei", Lee respondeu. "Mas você pediu a minha opinião sobre ele e não a opinião dele sobre mim."
Em nosso relacionamento com os outros, freqüentemente o que chamamos amor não passa de um pouco mais do que uma transação ou um negócio. As pessoas nos tratam com carinho e amabilidade e nós retribuímos da mesma forma. Quando nos tratam injustamente, respondemos negativamente como achamos que eles merecem. Tudo é normal, justo, olho por olho e dente por dente. Mas o amor VERDADEIRO jamais se conforma com o que é racional. Insiste em oferecer misericórdia assim como justiça. Quebra a cadeia de reações lógicas.
A casa do justo sofre as mesmas tempestades que a casa dos ímpios. O que as diferencia é que uma é construída sobre a rocha e a outra sobre a areia. Quando nós estamos firmados na rocha -- Jesus Cristo, precisamos mostrar as qualidades de alguém que não pode ser comparado com aqueles que estão confiando na segurança do mundo, ou seja, nenhuma.
A vingança, o "pagar com a mesma moeda", o "toma lá dá cá", são atitudes mesquinhas características daqueles que não experimentaram o verdadeiro amor de Deus.Quando isso acontece, aprendemos a seguir os ensinos do nosso Mestre e o Seu brilho não pode ser ofuscado por interesses menores e vaidosos.
O amor tudo vence... até o nosso ego...

